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Noticiarios

Chã, Loureiro, Cimo de Vila. Três ruas de um Porto escuro, pintalgadas de islamismo e muezins como banda sonora. Os animais morrem em nome de Allah. O trabalho pára uma hora à sexta-feira. Em paz.

O relógio que está certo, apesar de o tempo não lhe correr nas veias, é o primeiro a contar de baixo. Um despertador de plástico vermelho, apontado para as duas horas. Da tarde. Kamran posta-se frente à coluna de horas paradas, tapa os ouvidos, fecha os olhos e ausenta-se do tempo.

À volta dele, carreiros de homens descalços esgueiram-se para a sala. Kamran entoa o adhan (chamamento). É sexta-feira, hora de salat (oração) na mesquita entrincheirada na travessa do Loureiro, acima dos comboios de S. Bento. E ele é o muezim.

O Islão, no Porto, vive-se à medida das possibilidades. E sente-se com simplicidade, de mãos dadas com aquele pequeno pedaço de Portugal, pouco mais do que um nó na malha da história portuense: o Cimo de Vila, a Rua Chã e a do Loureiro. Com a estação ferroviária na base e o amarelo torrado do Teatro Nacional S. João a dominar o morro da Cividade. Outrora eldorado das pechinchas mecânicas, berço de uma das maiores cadeias de lojas de electrodomésticos do país, lar de algumas das tascas mais típicas da Invicta e posto de trabalho - ainda e sempre - das aliviadoras dos males de alma masculinos.

Continua assim o lugar. Casas do passado, calçada incerta, cortinas à entrada dos albergues, as incontornáveis peles da Casa Crocodilo, as mulheres garridas e, agora, as vestes igualmente garridas das mulheres pudicas. Muçulmanas, na maioria de raiz oriental, com todo o festival de cor que isso significa, cruzam a rua de criança pelo braço, indiferentes às cristãs de baton e unha vermelha. "São elas que dão aqui negócio".

Elisabete, portuguesa desgastada com o desemprego do sector têxtil destruído pelos chineses, arrumou a agulha e vestiu o avental. Serve no Taj Mahal. Caril intenso no ar, patrão escuro como as montanhas do Paquistão, paredes meias com uma dessas entradas de cortina enegrecida. Ali dentro, há Islão e doner kebab a girar. No descanso da tarde, há mulheres da vida e muçulmanos com t-Shirt sobradas do Euro 2008. A estimular Portugal. Tudo na paz.

Outro mundo sobre a estação

Mais do que viver, os muçulmanos do Porto trabalham ali. Nas mil lojas de roupa barata e colorida, até às oito da noite, para aproveitar as saídas dos comboios em hora de ponta. Falam como sabem. Mal, metade deles, nada, a outra metade. A metade feita de mulheres e crianças, poucos véus, o calor do Oriente flexibilizou as interpretações do Alcorão. Muitas chegaram nos últimos meses, o reagrupamento familiar, aqui, ainda é difícil. Cheira a Índia. Ou Paquistão, ou Bangladesh. É igual. Ou à parte de Moçambique feita de Índia, mesmo respeito pela religião.

No largo, Altaf descansa das festas de Freamunde, para onde foi tentar vender a tenda. É dos poucos que vivem na Rua do Loureiro, mulher e filhos importados do Punjab paquistanês há seis meses. Quase não sabe português, apesar dos sete anos de vida em Portugal. Com ele, um grupo de dois ou três homens, mais adiante outro. É normal nos fins de tarde. Está calor, trocam o Taj Mahal pela rua, olham desconfiados para a máquina fotográfica e dão discretamente sinal à mulher que assoma a uma das varandas. Apesar de andarem soltas, as mulheres precisam de autorização masculina para aparecer. Queríamos conhecer a dele, de Altaf, até já a víramos passar, escondida pela pressa. Não vai ser possível, Altaf não pode estar em casa.

Abdul, estudos de ciência política terminados no Paquistão abandonado há seis anos, explica que é assim e pronto. Em casa dos outros. Na dele, partilhada com a esposa portuguesa, o jovem de 30 anos adaptou as regras. "Viemos para cá. Temos que mudar". Guia-nos pelos 75 degraus que conduzem à pequena mesquita da Travessa do Loureiro. Num patamar intermédio, os gatos saltam sobre as torneiras para as abluções, água que purifica por fora para melhor receber a purificação por dentro.

À vista, um postal do Porto. Torres e sinos de igrejas a tocar enquanto Kamran encanta os fiéis. Nesta sexta-feira são mais de cem. Por ser sexta-feira. Domingo no Islão. E por ser sexta-feira, dia de trabalho em Portugal, é que a reunião se faz às duas da tarde. Nos outros dias, dizem os despertadores vermelhos da mesquita, a oração é ao fim da tarde. Ou de manhã. Vem quem pode. E também por ser sexta-feira, Idris Ahmed pediu a Farzana, com quem partilha os dias e três filhos, para preparar uma baciada de gulab jamun, iguaria doce de farinha mergulhada em xarope de água de rosas e cardamomo, para os fiéis que vêm de mais longe - também os há - aconchegarem as entranhas depois de purificadas.

Flores e caril com os Anwar

Sabe extraordinariamente bem. Oferecida como sobremesa numa viagem ao Islão oriental, servido à mesa da família Anwar, ali nas margens da Praça dos Poveiros. É uma das menos de duas mãos cheias de famílias paquistanesas já reagrupadas no Porto. A alegria em forma de apartamento. Zulficar brinda-nos com a sabedoria de um português aprendido em oito anos de operariado abrilhantado com um ano de aulas na Junta de Freguesia do Bonfim. Essa mesma que oferece a quem entender a possibilidade de se integrar um pouco mais.

Casa espartana, paredes nuas ou quase, andar do Estado Novo e móveis talhados do passado português. Zulficar, 50 anos, viveu aqui sozinho até há cinco meses. Até que Zaida veio encher aquele T3 com o seu sorriso interminável. Faz de conta que usa véu, é mais um lenço de seda que ora cobre o cabelo arrepanhado, ora cai para o pescoço, sobre o sari rosa forte.

Atrás dela, Mariam, cinco anos de curiosidade, e Ali, 15 anos, ligeiro atraso mental e a necessidade de mostrar que sabe falar português. "Boa tarde! Bom dia!" Porque é Verão, a diáspora marcou encontro. Misba, sobrinha do patriarca, veio de Logroño, em Espanha, descansar o ócio. Trouxe Amza, reguila enturmado, castelhano sem falhas, e Fátima. Casa cheia.

Do novo, o odor a caril. Zaida atarefa-se na cozinha impecável. Três panelões borbulham à espera dos convivas, enquanto na sala Zulficar explica a vida. Não quer a mulher a trabalhar, diz a rir, e logo corrige: quando ela souber falar. E conta dos dois filhos de oito e 12 anos que ficaram no Punjab com a avó. Questões burocráticas, nem tudo é tão fácil quanto parece. Que o diga Abdul, cuja renovação da autorização de residência foi recusada porque foi passar uns meses a Inglaterra, divorciou-se e perdeu-se nos prazos, mas não nas contas - nunca deixou de descontar para a Segurança Social e o fisco. Tem fé.

As crianças correm pelo corredor. Sinal de que a família se voltou a reunir, há flores de plástico pela casa. Nas cortinas, na jarra do corredor, nos quartos. O Oriente no seu melhor. Toca o telemóvel, toque de sitar, sonoridade de Shankar. Todas as semanas se fala dali com o Paquistão. Cinco euros de cada vez.

Zaida traz o chapati para a mesa. Feito por ela, é o pão típico de todas aquelas paragens que foram, em tempos, apenas e só a Grã-Bretanha do lado de lá do Planeta. Enquanto distribui arroz basmati, caril de frango e chanan, uma especialidade de grão de bico, Zulficar explica o único quadro da casa, além da fotografia do sobrinho falecido. O Paquistão rural, mulheres a levar lassi, a bebida de iogurte punjabi, e chapati ao homem que trabalha no campo. É parecido com a aldeia de onde veio. A aldeia onde deixou costumes islâmicos mais arreigados.

Zaida senta-se à mesa contando, em urdu, a simpatia dos portugueses, a amenidade do clima, o racismo que não sente. "Na minha terra, as mulheres comem de um lado, os homens do outro. Mas aqui não. Entraste em minha casa, aqui comemos todos juntos", diz Zulficar. Há salada de pepino e, no fim, gulab jamun. Com chá "paquistanês". Forte, libertado em leite com cardamomo. Tradição oriental. À mesa, a tradição muçulmana está no frango. "Halal".

"Allauh Akbar", oração da carne

Foi comprado na rua cruzada com o Cimo de Vila. Acima da montra, o velho letreiro ainda clama "Talho da Rua do Cativo. Carnes Frescas e Fumadas". Haddach não quis mexer na história. O nome do lugar, o verdadeiro, está impresso em folha A4. Em português e Árabe. "Talho Halal Cidade-Iman Lda". Na montra, em vez de carnes, um tajine, Meca e mercearia árabe. Abriu há ano e meio, ali por ser ali que os muçulmanos confluem. Pela mesquita, pelas lojas, pela mercearia indiana.

Haddach é marroquino, de Ouarzazate, terra de fitas hollywoodescas. Deixou lá a mulher e dois dos três filhos. O mais velho fez-se à vida em França. Não seguiu as pisadas do pai, que escolheu, sabe Alá porquê, as obras em Portugal. Veio cá parar em 2001, aos 40 anos, depois de uma passagem por França para se legalizar.

"Os portugueses receberam-me bem". Ao ponto de, em Fevereiro, Haddach ter pedido a nossa nacionalidade. É definitivo. O pedido de reagrupamento familiar entrou no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras há um mês. Foi na onda de outros homens cansados de estar sozinhos, moda que cresceu de há uns três meses para cá entre os marroquinos. São poucos por cá, França e Espanha oferecem mais.

O segredo é quase nenhum: virar o animal para Meca, dizer "bismillah allahu akbar" ("em nome de Deus, Deus é grande"), cortar-lhe o pescoço de orelha a orelha e deixá-lo sangrar até ficar exangue. "Se cortar só um bocado há veias em que fica sangue. E o sangue tem bactérias". Há fotos na parede, do matadouro de Famalicão onde Haddach vai cortar pescoços com as próprias mãos. Só mata quem sabe.

O negócio vai correndo. Vende tudo menos porco. Há portugueses a comprar ali. Muçulmanos vindos de Vila do Conde. Outros do Porto, onde se espalham. É assim a comunidade. Livre e dispersa. E prática. Os lojistas dali é que pagam a renda da mesquita da Travessa do Loureiro. E o salário de Idris Ahmed. Haddach também contribui. São dele uns dos incontáveis sapatos que vão escondendo os 75 degraus a caminho da oração.

Tem que estar tudo limpo. A alma e o corpo, a roupa e os pés. Começa-se pelas mãos, a boca e o nariz. Depois purifica-se a face. Lavam-se os braços e a cabeça. E, no fim, os pés. Em casa ou na mesquita.

Os sapatos ficam à porta. Porque pisam a sujidade do Mundo. Higiene e reverência. Porque Deus disse a Moisés, na montanha, "descalça-te, que estás num lugar sagrado". Faltam as mulheres. Vêm pouco. Estão dispensadas pelas regras. Só os homens têm que orar em local público, elas purificam-se em casa. Idris aponta, no entanto, o minúsculo espaço reservado às que entenderem "juntar-se". Atrás de uma parede, longe da vista e do contacto próximo, corporal e visual, de pé ou em prostração, que a oração implica.

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Porto, 09 Fev (Lusa) - O líder da comunidade muçulmana de Lisboa, sheikh David Munir, criticou hoje, na Maia, a confusão crescente do Islão com o terrorismo, desde os atentados de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque


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"É uma situação insustentável porque, desde então, os muçulmanos entram em paranóia cada vez que rebenta uma bomba no mundo, porque todos pensam que foram eles, mesmo que isso não seja verdade", afirmou.

O sheikh acrscentou que esta mudança de atitude face aos muçulmanos repete-se e muitas outras situações do quotidiano.

"Antigamente, se uma mulher muçulmana tapava o cabelo, era olhada com curiosidade, hoje em dia isso é encarado quase como uma provocação. Já as freiras católicas podem tapar o cabelo à vontade, sem despertar qualquer reacção", exemplificou David Munir.

O líder religioso falava durante uma conferência/debate promovida pelo Instituto Superior da Maia sob o tema "As religiões e a construção do futuro", em que participaram também o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e Nuno Whanon Martins, especialista da religião judaica.

O sheikh Munir aproveitou a ocasião para procurar desfazer uma série de equívocos muito comuns que, no seu entender, distorcem a imagem do Islão.

"Por exemplo, os casamentos arranjados não são Islão, são tradição, se existem é porque fazem parte das culturas locais", afirmou, acrescentando que o Corão garante às mulheres a possibilidade de escolherem os seus maridos e vice-versa.

Sublinhou ainda que os casamentos arranjados são prática em muitas culturas e religiões e até ao século XIX e meados do século XX eram correntes na Europa.

"O mesmo acontece com o dote que as famílias das noivas dão aos noivos,o que acontece também em muitas outras religiões, incluindo a cristãs. Isso não faz parte do Islão, não há nada no Corão que o legitime. Dote não é Islão, é tradição", afirmou.

David Munir admitiu, porém, que o Islão não separa o poder político do religioso.

"No Islão há só um poder e uma lei, a Sharia (conjunto de leis religiosas islâmicas), mas não conheço nenhum país islâmico no mundo que a aplique a cem por cento", defendeu.

Relativamente à posição das mulheres na sociedade islâmica, o sheikh frisou que há muitas proibições em países islâmicos que nada têm a ver com a Sharia, mas sim com costumes locais.

"São exemplos disso, a proibição de conduzir na Arábia Saudita, que não existe em mais país islâmico nenhum, e o acesso a lugares de direcção política, que também não é vedado às mulheres, como se viu no Paquistão, com a senhora Benazir Bhutto, que foi primeira-ministra por duas vezes, num país islâmico".

Criticou também a ideia vigente de que o Islão é contrário ao trabalho das mulheres.

"Vejam o meu caso pessoal, a minha mulher é médica, trabalha e até ganha muito mais do que eu. É claro que isso não vai contra o Islão", garantiu.

Quanto ao acesso à religião islâmica, o sheikh garantiu que "qualquer um que o deseje pode entrar na religião islâmica e é bem-vindo".

Já para um muçulmano, convertido ou de origem, sair da religião as coisas são um pouco mais complicadas.

"Se as pessoas têm dúvidas e querem sair, há sempre toda a abertura para as esclarecer", sublinhou.

Mas se mesmo assim as dúvidas permanecerem, as pessoas são livres de sair, deixando de frequentar as mesquitas "desde que o façam com recato, de forma não ostensiva", mesmo em países islâmicos.

"O Corão diz que aqueles que rejeitarem o Islão terão que se enfrentar directamente com Deus. Os homens não têm poder para os julgar", assegurou.

No entanto, o sheikh admitiu que, embora o Corão não reconheça aos homens a faculdade de julgar os apóstatas, essa atitude é muitas vezes sancionada severamente pelas sociedades islâmicas no seu ordenamento jurídico, sempre e quando o abandono da fé seja assumido publicamente e de forma afrontosa.

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PF.

Lusa/Fim




As tensões nos dois países aumentaram desde que o movimento terrorista libanês Hezbollah começou a lutar abertamente ao lado do governo sírio


O Parlamento libanês se reuniu nesta sexta-feira (Mohamed Azakir / Reuters)

O Parlamento libanês decidiu nesta sexta-feira prorrogar seu mandato e adiar as eleições legislativas, previstas para 16 de junho, em 17 meses. A justificativa dada pelos parlamentares foi a de que há atualmente uma grande preocupação em relação à segurança do país diante da guerra civil na Síria. As tensões nos dois países aumentaram desde que o movimento terrorista libanês Hezbollah começou a lutar abertamente ao lado do governo sírio. Esta é a primeira vez que os governantes do Líbano estendem seu mandato desde a guerra civil libanesa, que terminou em 1990.

Os confrontos na cidade síria de Qusair, perto da fronteira com o Líbano, continuaram nesta sexta. Rebeldes lutam contra o governo sírio e as forças do Hezbollah para manter o controle do local. O conflito sectário se espalhou para o norte do Líbano no início de maio, atingindo a cidade de Trípoli. Pelo menos dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nas disputas entre os partidários alauítas de Bashar Assad e os opositores sunitas. Os defensores do adiamento das eleições no Líbano afirmam que a decisão pode ajudar a aliviar essas tensões.

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Ziad Bahaa Eldin, de 48, que dirigiu várias instituições econômicas no Egito, deve ser nomeado primeiro-ministro do país, anunciou o porta-voz do presidente interino, Adly Mansur, neste domingo à noite ao canal ONTV.

A declaração foi feita quatro dias após o golpe de Estado que derrubou o presidente islamita Mohamed Mursi. El-Baradei já havia sido anunciado como o novo vice-presidente do Egito.

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Temor de atentados terroristas da rede Al Qaeda levou Departamento de Estado americano à decisão de prolongar fechamento de postos diplomáticos


Segurança foi reforçada na embaixada britânica no Iêmen  (Mohammed Huwais/AFP)

Depois dos Estados Unidos decidirem prolongar até o final desta semana o fechamento de quinze embaixadas no mundo islâmico por temor de ataques terroristas da Al Qaeda, a Grã-Bretanha anunciou decisão semelhante. A embaixada britânica no Iêmen permanecerá fechada por razões de segurança até o próximo sábado, após o término da festa de Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, informou nesta segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores em Londres.

O governo britânico tinha decidido a princípio o fechamento da delegação diplomática durante dois dias – sábado e domingo –, mas agora resolveu estender a medida por causa de uma "contínua preocupação sobre a segurança", acrescentou o ministério. O governo de Londres já havia pedido aos britânicos no Iêmen que saiam do país por razões de segurança.

A decisão foi tomada depois do alerta de segurança dos EUA perante o temor de ataques terroristas de Al Qaeda no Oriente Médio e o norte da África. O Departamento de Estado americano informou que suas embaixadas e consulados em quinze países permanecerão fechados até o próximo sábado. Entre elas estão Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Cairo, no Egito, Doha, em Catar, Kuwait e Tripoli, na Líbia.

Outros postos diplomáticos, porém, serão reabertos nesta segunda-feira. É o caso das representações americanas em Cabul, Herat e Mazar-e-Sharif, no Afeganistão, Bagdá, Erbil e Basra, no Iraque, Argel, na Argélia, Daca, em Bangladesh, e Nouakchott, na Mauritânia.

Temor – Vinte e dois órgãos diplomáticos americanos foram fechados neste domingo em países do Norte da África, Oriente Médio e Sudeste Asiático por temor de atentados terroristas. O domingo é o primeiro dia útil da semana em vários desses países. Na sexta-feira, os Estados Unidos haviam emitido um alerta mundial de que a rede Al Qaeda planeja ataques em agosto.

Além de ordenar o fechamento das representações diplomáticas, o Departamento de Estado emitiu na última sexta-feira um alerta mundial de viagem para os americanos sobre a possibilidade de ataques terroristas, especialmente no Oriente Médio e no Norte da África.

A inteligência americana tem informações de que a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), abrigada no Iêmen, estaria concluindo uma ação terrorista, cujo alvo não foi especificado. Esta semana faz 15 anos que o duplo atentado com carro-bomba contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia)  deixou 225 mortos e mais de 4 000 feridos.

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Fonte:

(Com agência EFE)

Departamento de Estado ordena saída imediata de cidadãos e funcionários não-emergenciais do corpo diplomático em meio a novos indícios de um ataque

Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen (Khaled Abdullah/Files/Reuters)

A suspeita de que a rede Al Qaeda planeja ataques ao governo ou a cidadãos dos Estados Unidos em países do Oriente Médio e norte da África, que fez o governo americano e outros países ocidentais fecharem diversas representações diplomáticas na região esta semana, levou o Departamento de Estado a ordenar nesta terça-feira que todos os cidadãos americanos, com exceção de funcionários diplomáticos emergenciais, deixem imediatamente o Iêmen. O alerta foi emitido após a confirmação de que o governo iemenita detectou a chegada, nos últimos dias, de dezenas de integrantes da Al Qaeda à capital Sanaa.

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Mohamed Brahmi foi assassinado a tiros. Greve geral foi convocada para hoje


Em Túnis, capital da Tunísia, manifestantes protestam contra o governo depois da morte do opositor Mohamed Brahmi (Anis Mili/Reuters)

O assassinato de mais um politico da oposição na Tunísia levou milhares de pessoas às ruas em protesto contra o governo liderado pelo partido islâmico Ennahda. Mohamed Brahmi foi morto nesta quinta-feira em frente à sua casa, na capital Túnis. Ele era membro da aliança Frente Popular, que era chefiada por Chokri Belaid, morto em fevereiro deste ano.

A morte de Belaid desencadeou a pior onda de violência no país desde a queda do ditador Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro de 2011. Agora, o assassinato de Brahmi levou os manifestantes a se concentrarem diante do prédio do Ministério do Interior, na capital Túnis, exigindo que os membros do Ennahda deixem o poder. Policiais usaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar o protesto, segundo testemunhas. Também houve manifestações em frente ao hospital para onde o corpo do opositor foi levado. “Abaixo com o governo islâmico”, gritavam os manifestantes.

Também houve manifestações na cidade de Sidi Bouzid, berço da revolta que derrubou Ben Ali, e em Sfax, 270 quilômetros a sudoeste de Túnis. A maior agremiação trabalhista do país, UGTT, convocou uma greve geral para esta sexta-feira. O escritório de aviação civil anunciou que vai aderir à paralisação e que, com isso, todos os voos de partida e chegada da Tunísia serão cancelados.

A morte de Brahmi também foi condenada internacionalmente. A chefe do escritório de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, pediu que os responsáveis pelo crime sejam levados à Justiça e afirmou que o governo deve fazer mais para “deter esses atos terríveis” e proteger pessoas que estejam sob risco. O Departamento de Estado americano pediu uma investigação “transparente e profissional”, enquanto o presidente francês François Hollande pediu que os tunisianos mostrem “o necessário espírito de responsabilidade para preservar a unidade nacional e garantir a busca por uma transição democrática”.

Desde a revolução de 2011, a Tunísia é comandada por um governo de transição liderado pelo Ennahda, organização com ideologia similar à da Irmandade Muçulmana, que venceu as eleições de outubro de 2011 e ficou com 40% das cadeiras no Parlamento que se encarregaria de montar um governo de transição e de redigir uma nova Constituição – que ainda não foi concluída. Vendeu-se como um grupo islâmico “moderado”, ao montar um governo de coalizão com dois partidos seculares. Mas é criticado por opositores por permitir um crescimento da islamização no país e tolerar grupos extremistas.

A derrubada do governo dominado por islamitas no Egito deu um novo sentido de urgência ao governo da Tunísia, uma vez que opositores também cada vez mais pressionam pela renúncia das lideranças e a convocação de eleições. Grupos de jovens estão se organizando no país, incluindo uma versão tunisiana do Tamarod, que teve papel de destaque nos protestos que antecederam a destituição do presidente egípcio Mohamed Mursi. Nesse cenário, membros da Assembleia Nacional Constituinte passaram a se reunir diariamente durante o mês sagrado do Ramadã para chegar a uma versão final da Constituição e aprovar um novo conselho para organizar eleições, informou o jornal The New York Times.

Brahmi, de 58 anos, era um crítico do governo e membro da Assembleia Constituinte, que apoiou a retirada de Mursi do poder pelo Exército egípcio. Depois de sua morte, a Frente Popular fez um chamado a protestos pacíficos no país.

O líder do Ennahda, Rached Ghannouchi, disse que o ataque contra Brahmi foi planejado para “atrapalhar o processo democrático no país e prejudicar o único modelo de transição bem-sucedido na região”, especialmente depois da violência no Egito, na Síria e na Líbia. “A Tunísia não vai seguir o que aconteceu no Egito”, disse, à agência Reuters.

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Washington na mira. Dois dias após morte de embaixador na Líbia, manifestantes em fúria contra filme que ridiculariza Maomé convocam novas marchas e ateiam fogo a missões no Egito e no Iêmen; Sudão, Tunísia, Gaza, Afeganistão e Irã também têm protestos


14 de setembro de 2012 | 10h 10
CAIRO - O Estado de S.Paulo

Ao redor do mundo islâmico, missões diplomáticas dos EUA voltaram a ser alvo de multidões em fúria, dois dias após o embaixador americano na Líbia, Jay Christopher Stevens, ter sido assassinado em Benghazi. Em pelo menos duas embaixadas, no Cairo e no Iêmen, a bandeira americana foi ontem arrancada e trocada por uma negra, usada pela Al-Qaeda - imagem especialmente sensível em tempos de campanha eleitoral nos EUA.

Em entrevista, o presidente Barack Obama disse acreditar que os protestos continuarão nos próximos dias, mas os EUA "não têm a opção" de se retirar do mundo islâmico. Antes, questionado sobre a posição dúbia do governo egípcio diante dos protestos antiamericanos, Obama afirmou considerar que o novo Egito "não é nem inimigo nem aliado" de Washington.

Ao mesmo tempo, no Cairo, o terceiro dia de manifestações tornava-se mais violento do que os anteriores. Automóveis foram incendiados e manifestantes conseguiram entrar no complexo diplomático, trocando a bandeira dos EUA por uma usada pela Al-Qaeda. Os confrontos deixaram cerca de 300 feridos - segundo a agência EFE - e, no muro da embaixada, havia mensagens como "Obama, nós somos discípulos de Osama (bin Laden)".

A onda de distúrbios está relacionada a um filme obscuro, aparentemente feito nos EUA, que retrata o profeta Maomé como pedófilo, bissexual e sanguinário. Ontem a secretária de Estado, Hillary Clinton, voltou a condenar a filmagem: "Ele (o filme) é repulsivo, parece ter o cínico objetivo de macular a imagem de uma grande religião e incitar o ódio. Rejeitamos absolutamente essa mensagem".

A confusão sobre a origem do filme cresceu ainda mais ontem. O homem que havia sido identificado na imprensa americana como o autor de Inocência dos Muçulmanos não existe e, agora, ninguém sabe ao certo quem está por trás do filme (mais informações na página A11).

Sitiados. Os maiores ataques a embaixadas americanas ocorreram nas capitais egípcia e iemenita, mas grandes manifestações foram registradas também no Iraque, Marrocos, Tunísia, Sudão, Faixa de Gaza e Afeganistão. Em Teerã, mais de 500 ativistas protestaram diante da missão da Suíça, que representa os interesses dos EUA na república islâmica.

Testemunhas do assalto à embaixada americana no Iêmen afirmam que forças de segurança tentaram, sem sucesso, dispersar a multidão que se formou diante do complexo diplomático, na região leste de Sanaa. Os manifestantes conseguiram romper o cerco policial e invadir o local, escalando uma muralha antes de atear fogo ao prédio principal.

Seguranças da embaixada efetuaram disparos para o alto, afirmaram testemunhas, e a polícia local só conseguiu afastar os manifestantes depois que alguns chegaram a saquear móveis e computadores do prédio.

O governo do presidente egípcio, Mohamed Morsi, emitiu ordens de prisão contra cristãos coptas que teriam participado do filme nos EUA (além do pastor da Flórida Terry Jones, que há três anos ameaçou fazer uma fogueira com exemplares do Alcorão). Morsi convocou ainda uma manifestação em repúdio à produção blasfema, mas não condenou os protestos diante da embaixada americana.

Obama deixou ontem transparecer a inquietação diante das últimas declarações da Irmandade Muçulmana, no Cairo. O presidente afirmou que, se funcionários egípcios indicarem que "não assumirão suas responsabilidades, teremos um grande problema". Os EUA mantinham calorosas relações com o Egito durante o regime de Hosni Mubarak e a ajuda anual de Washington ao Cairo é estimada em US$ 2 bilhões. / REUTERS e THE NEW YORK TIMES


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Fonte :

http://www.estadao.com.br

Iranianas em jogo contra a seleção da Jordânia (de branco), em 2005


"Isso daria a oportunidade para que extraordinárias atletas do sexo feminino demonstrem que o uso do véu não é um obstáculo para se distinguir na vida e nos esportes, e, portanto, contribuiria para contestar os estereótipos de gênero e trazer uma mudança nas mentalidades."

Embora esportes olímpicos como o rúgbi e o taekwondo permitam que as mulheres muçulmanas usem o véu nas competições, o futebol opõe-se à medida por questões de segurança.

No ano passado, a seleção feminina de futebol do Irã foi impedida de jogar uma partida das eliminatórias para a Olimpíada de 2012 contra a Jordânia porque as jogadoras se recusaram a tirar seus hijabs.

O Irã, que liderou o grupo na primeira rodada das eliminatórias olímpicas sem perder nenhum um jogo, foi punido com derrota por 3 x 0 naquela partida, o que colocou fim ao sonho de ir para as Olimpíadas de Londres.

A decisão sobre a proibição será analisada pelo Conselho Internacional da Associação de Futebol, que vai se reunir na Inglaterra no próximo sábado.

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Fonte: Folha de São Paulo

O protesto de um alemão muçulmano contra a publicação das caricaturas de Maomé e as reações violentas a ela se transformou numa grife que está conquistando os jovens muçulmanos da Europa



INOVADOR
Melih Kesmen decidiu protestar contra as caricaturas do profeta Maomé e contra as manifestações violentas

Melih Kesmen é um muçulmano de 33 anos que trabalha como designer na pequena cidade de Witten, na Alemanha. Ao contrário de 87% dos 3,2 milhões de seguidores do Islã que vivem no país, Kesmen nasceu na Alemanha, e se considera um “muçulmano europeu”. Em 2005, quando morava em Londres, foi um dos milhões de muçulmanos que sentiu ofendido com as caricaturas de Maomé publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten. A reprodução do profeta é proibida no Islã, e a publicação, repetida por diversos outros jornais europeus, serviu para acirrar ainda mais a conturbada convivência do mundo ocidental com os muçulmanos. Kesmen, abalado tanto pela publicação das imagens quanto pelas violentas reações do outro lado do mundo, decidiu protestar. E hoje a manifestação se tornou a grife StyleIslam, que vem conquistando cada vez mais os jovens muçulmanos europeus, como Kesmen, com mensagens pacíficas.

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fonte :

http://islamicchat.blogspot.com


Egípcio ora prostrado sobre bandeira do país na Praça Tahrir, neste domingo (6); em seus óculos escuros, o crescente, símbolo do Islã, e a cruz, símbolo do cristianismo (Foto: Reuters)


Muçulmanos e cristãos egípcios rezaram juntos neste domingo (6) na emblemática Praça Tahrir, no centro do Cairo, ao mesmo tempo que governo e oposição pareciam esboçar um acordo para encerrar a crise política no país. A praça virou a fortaleza dos manifestantes que, durante 13 dias, exigiram a renúncia imediata do contestado presidente Hosni Mubarak.

Os muçulmanos realizaram primeiro sua prece diária do meio-dia, ajoelharam-se em direção a Meca, numa praça onde se produziu uma batalha campal na quarta-feira passada, quando milhares de partidários do presidente entraram em Tahrir para desalojar os opositores.

Depois, um grupo evangélico entoou duas canções, uma delas pedindo a paz, enquanto milhares de pessoas agitavam a bandeira egípcia fazendo um V da vitória com as mãos. Em seguida, um religioso cristão, Ihab Jarrat, leu através de alto falantes alguns salmos, concluídos com um "amém" geral.

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Fonte: Globo.com

(ONU) aderiu à campanha para derrubar o veto ao hijab, véu islâmico, no futebol quatro dias antes de os cartolas do esporte se reunirem para revisar a decisão.

O assessor especial da secretaria geral da ONU para esportes para o desenvolvimento e a paz, Wilfried Lemke, escreveu ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, manifestando seu apoio ao direito de usar um véu com uma abertura de velcro.

Com o véu islâmico, jogadoras do Irã celebram vitória contra a Síria, em 2007

Lemke expressou esperança de que "a questão seja resolvida de forma a respeitar tanto as leis do esporte como as considerações culturais, enquanto promove o futebol para todas as mulheres sem discriminação", disse a ONU em comunicado.

"Isso enviaria a mensagem de que toda jogadora, do mais alto nível de elite até as bases, têm o direito de decidir se usa ou não essa peça em especial do vestuário enquanto estiver no campo."

Iranianas em jogo contra a seleção da Jordânia (de branco), em 2005

"Isso daria a oportunidade para que extraordinárias atletas do sexo feminino demonstrem que o uso do véu não é um obstáculo para se distinguir na vida e nos esportes, e, portanto, contribuiria para contestar os estereótipos de gênero e trazer uma mudança nas mentalidades."

Embora esportes olímpicos como o rúgbi e o taekwondo permitam que as mulheres muçulmanas usem o véu nas competições, o futebol opõe-se à medida por questões de segurança.

No ano passado, a seleção feminina de futebol do Irã foi impedida de jogar uma partida das eliminatórias para a Olimpíada de 2012 contra a Jordânia porque as jogadoras se recusaram a tirar seus hijabs.

O Irã, que liderou o grupo na primeira rodada das eliminatórias olímpicas sem perder nenhum um jogo, foi punido com derrota por 3 x 0 naquela partida, o que colocou fim ao sonho de ir para as Olimpíadas de Londres.

A decisão sobre a proibição será analisada pelo Conselho Internacional da Associação de Futebol, que vai se reunir na Inglaterra no próximo sábado.

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Fonte: Folha de São Paulo

Todos os olhares no mundo islâmico se voltaram para o céu no início desta semana, em busca do primeiro sinal da lua nova. A aparição indicou o fim do Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, e o início de uma verdadeiro festival gastronômico.

Embora o Ramadã gire em torno da leitura do Corão e do jejum diário, o mês é também fortemente marcado pelas iguarias do "iftar", o jantar que reúne as famílias para a quebra do jejum.

Jantar muçulmano para quebrar o jejum do Ramadã em hotel de Dhaka, em Bangladesh

Nos países muçulmanos, os dias de abstinência são uma corrida aos mercados, em busca dos ingredientes que estarão nas mesas do "iftar" e do "sohor", o café da manhã prévio ao jejum.

As receitas variam de acordo com os costumes de cada país. Em comum entre eles, a fartura das mesas, verdadeiros banquetes. Sobretudo no momento da sobremesa, quando a degustação de doces pode durar horas.

"Servimos os pratos típicos da cozinha árabe e adicionamos algumas tradições do Ramadã, como o suco de tamarindo, as tâmaras secas e os doces", diz Joseph Ghazzawi, gerente do hotel Ancars, em Ramallah, na Palestina.

No bufê montado sob uma tenda, que o gerente diz, orgulhoso, ser "a única de Ramallah", uma mesa com 11 diferentes pratos quentes, além de dez tipos de saladas. Entre eles, abobrinhas, maxixes e berinjelas recheadas com arroz e carneiro, arroz com açafrão e passas, quiabo com tomate, "cigarros" de folhas de uva com recheio de arroz e especiarias, e uma bandeja com misteriosos embrulhos de papel laminado.

Dentro, um delicioso pedaço de carneiro feito no vapor, macio a ponto de desmanchar-se na boca. As saladas são um mundo a parte, do humus (pasta de grão-de-bico), a vários tipos de coalhada e legumes em conserva.

CORRIDA

Depois de 15 horas em jejum, a corrida aos pratos é inevitável. Seis TVs ornamentam a tenda, alternado passagens do Corão e pegadinhas da televisão egípcia.

O jejum é em geral quebrado com algumas tâmaras secas ou suco de tamarindo. Em seguida, um caldo ralo com "friki", o trigo assado que é obrigatório nas mesas do Ramadã. Até os cristãos de Israel entram no clima.

"Não jejuamos, mas gostamos de ir a restaurantes no 'iftar' e participar da confraternização", diz Vera Juries, cristã de Jerusalém.

Na mesa das sobremesas, dez tipos de doces. Há desde os tradicionais "baklawa" (pastel de massa folhada) e "knafe" (massa fina com queijo), musses, tortas e massas fritas e "basbousa" (bolo com calda de rosas).

Durante um mês (que pode variar de 29 a 30 dias, segundo o calendário lunar) é proibido comer, beber, fumar e praticar sexo da alvorada até o pôr do sol. Isso às vezes significa café da manhã às 3h.

"Acordo, como e volto a dormir", diz Wael Alqarra, que trabalha em uma organização humanitária em Gaza. "É um grande café da manhã, só que no meio da noite", diz.

De Jerusalém a Teerã, a comida muda as cidades durante o período do Ramadã.

Patrícia Chiarello, que no início de agosto tornou-se a primeira diplomata brasileira a servir no Irã, ficou surpresa com o comércio de rua que surge no fim do jejum.

"Uma coisa curiosa é a aglomeração de pessoas em frente a restaurantes ou até pequenos quiosques que vendem sopa na cidade. De repente, é dada a largada e todos avançam para comer."

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Fonte: Folha de São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Cisjordânia, onde está se encontrando com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Um possível restabelecimento das negociações de paz entre isralenses e palestinos deve dominar a agenda do encontro entre os dois líderes.

De acordo com analistas, os palestinos estão céticos em relação a possíveis efeitos positivos da visita.

A coalizão de direita que governa Israel, liderada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, intensificou o processo de construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia, contrariando determinações da ONU e desagradando ao governo americano.

Obama passará apenas algumas horas nos territórios palestinos antes de regressar a Israel.

Pouco antes de haver chegado à Cisjordânia, mísseis foram disparados a partir da Faixa de Gaza contra o sul de Israel.

Fontes israelenses acusaram o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, de ter orquestrado os ataques. Até o momento, não há relatos sobre possíveis feridos.

Esta é a primeira visita oficial de Obama a Israel a aos territórios palestinos ocupados.

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Fonte :

http://www.bbc.co.uk

A "solução de dois Estados" para o duradouro conflito entre israelenses e palestinos é o objetivo declarado de seus líderes e de muitos políticos e diplomatas internacionais.

A ideia prevê um acordo que resulte na criação de um Estado palestino independente incluindo Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, vivendo em paz com o vizinho Israel.

A ONU, a Liga Árabe, a União Europeia, a Rússia e os EUA frequentemente reafirmam seu compromisso com o conceito, e o presidente americano, Barack Obama, fez o mesmo durante sua visita a Jerusalém e Ramallah nesta semana.

Mas muitos especialistas, além de cidadãos israelenses e palestinos, acreditam que a solução de dois Estados deve ser abandonada ou, ao menos, reavaliada - já que, passados 20 anos desde os Acordos de Oslo (que estabeleceram o objetivo de dois Estados), não há sinal de concretização desse projeto.

A construção de barreiras israelenses dentro e ao redor da Cisjordânia e a expansão de assentamentos judaicos em terra ocupada (sob a ótica da lei internacional) inviabilizam a criação de um Estado palestino.

Particularmente na esquerda e na extrema direita israelenses, bem como entre ativistas palestinos, crescem as conversas em torno de uma solução que envolveria apenas um Estado.

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Fonte :

http://www.bbc.co.uk